Geraldo Vandré, Leci Brandão e Roger Moreira estão na coluna desta quinta

A música como instrumento de denúncia das mazelas de seu tempo é a marca dos homenageados de hoje.

E no rock…

 

O vocalista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira, tem um QI muito alto e poucas pessoas sabem – Foto: divulgação MTV

A crítica social, política e dos costumes com muita irreverência é a marca do cantor e compositor ROGER, líder da banda “ULTRAJE A RIGOR”, nascido em 12 de SETEMBRO de 1956. Logo em seu primeiro trabalho, o álbum “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, mostrava a que veio. Utilizando uma sofisticada silepse cruzada , chamava a atenção para a falta de liberdade e perspectiva dos jovens do seu tempo em “INÚTIL”.

Source: Guitar Talks

12 discos fundamentais para explicar a década de 1980 no rock nacional

6. ULTRAJE A RIGOR: “NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA” – 1985

A banda paulista mostrava suas armas (muita ironia, crítica social e por vezes, o uso de um português propositalmente descuidado), para conquistar o Brasil. No repertório, megassucessos como “Inútil” (na qual o autor utilizava o requinte de uma silepse cruzada para chocar o ouvinte), “Rebelde Sem Causa” (mais cáustica em relação aos jovens da classe média, impossível), “Mim Quer Tocar”. “Ciúme”, “Marylou”, “Eu Me Amo” e “NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA”.

Source: Guitar Talks

Críticas 26/09: O arrastão de Rihanna e a realeza de Lulu – Jornal O Globo

ERASMO E ULTRAJE A RIGOR ANIMAM SEM FAZER HISTÓRIA

POR LEONARDO LICHOTE

Ultraje a Rigor e Erasmo Carlos se reuniram no palco do festival que comemora trinta anos de Rock in Rio – Barbara Lopes / Agência O GloboO encontro de Erasmo Carlos com Ultraje a Rigor no Palco Sunset terminou com a plateia pedindo bis, depois de uma série ininterrupta de hits do repertório de ambos. Mas – sobretudo pelo som sem definição, embolado, que prejudicou a banda e a voz do Tremendão – o encontro ficou no meio do caminho da explosão de “rock de raiz” (como definiu Roger na abertura do show) que se anunciava e que se mostrou quando Erasmo abriu a apresentação cantando ao lado do Ultraje “Terror dos namorados” e “Fama de mau” (mesmo ali, porém, já havia problemas no som).Quando o Tremendão deixou o palco para o Ultraje, Roger, assumidamente anti-PT, começou a dar contornos políticos à apresentação – trazendo para o presente músicas que originalmente se referiam a outros momentos históricos. Vestindo uma camisa com o verso “A gente não sabemos escolher presidente”, ele se dirigiu à plateia:— Trinta anos depois (no período de redemocratização do Brasil, quando não havia eleições diretas para presidente), vamos ver se dessa vez a gente aprende – e começou “Inútil”, seguida de “Filha da puta”. — Os caras cagam, a gente paga.Erasmo e Ultraje compartilham dos mesmos mestres (fundadores do rock como Chuck Berry e Beach Boys) e do mesmo tipo de humor de sagacidade adolescente. “Eu me amo”, “Marylou” e “Ciúme” poderiam ser músicas de Erasmo, como se nota quando se vê as duas bandas tocando juntas, assim como “Festa de arromba”. Algo que potencializaria o encontro se não fosse pelo som constantemente ruim, que tirou força da ótima e pesada interpretação do Tremendão para “Quero que vá tudo pro inferno” e do clássico “Eu sou terrível” – e do show como um todo, em muitos momentos carente de vibração. Mesmo o encerramento com todos juntos em “Nós vamos invadir sua praia”, grande canção do Ultraje (e que talvez seja a mais agudamente contemporânea do seu repertório), pareceu uma sombra do que poderia ter sido. O suficiente para empolgar a plateia, mas sem o impacto de encontro histórico.

Cotação: Regular

Source: Críticas 26/09: O arrastão de Rihanna e a realeza de Lulu – Jornal O Globo