E quem viveu essa época certamente dançou com o Barão Vermelho, liderado por Cazuza e depois por Frejat, ambos figuras icônicas do rock nacional. A irreverência do Ultraje a Rigor e o romantismo contagiante do RPM também marcaram a trilha sonora dos jovens dos anos 80.
E quem viveu essa época certamente dançou com o Barão Vermelho, liderado por Cazuza e depois por Frejat, ambos figuras icônicas do rock nacional. A irreverência do Ultraje a Rigor e o romantismo contagiante do RPM também marcaram a trilha sonora dos jovens dos anos 80.
Na política, se Cazuza, em 1988, cantava que precisava de uma ideologia pra viver, hoje descobriria que todo mundo tem uma e não é nada bom
O movimento pelas “Diretas Já”, surgido em 1983, crescia cada vez mais, tendo como um de seus hinos a música Inútil, do Ultraje a Rigor, que lançaria seu primeiro álbum em julho daquele 1985. A música, porém, já era conhecida por ter sido lançada em um compacto dois anos antes, sendo tocada e cantada pelo público em todas as manifestações. Tão famosa que Ulysses Guimarães mandou o porta-voz do governo, Carlos Átila, que acusava a campanha das diretas de estar desestabilizando o processo sucessório que elegeria Tancredo, escutar a música.
O vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira, não escreveu uma carta dizendo que se arrepende de ter combatido a ditadura militar no Brasil, ao contrário do que alegam posts nas redes sociais. O músico nega a autoria da mensagem, que também já foi atribuída a outras personalidades.
Os artistas transmitiam seus recados por meio de músicas temáticas, alterando letras e fazendo discursos, transformando o festival em um evento político. Os Paralamas, em sua apresentação no dia 13 de janeiro, cantaram Inútil, do Ultraje a Rigor, cuja letra afirmava ironicamente: “A gente não sabemos escolher presidente”, uma crítica ao regime que não admitia o voto direto na eleição presidencial.