Recado da Professora > Rebelde Sem Causa > 2010-09-11 : Jornal O São Gonçalo online

Recado da Professora > Rebelde Sem Causa > 2010-09-11 : Jornal O São Gonçalo online.

As barbáries que estão acontecendo neste mundo com adolescentes me fez lembrar o advertência feita por Roger Rocha Moreira, há 25 anos atrás, na letra de sua música cantada pelo grupo Ultraje a Rigor. Rebelde Sem Causa foi gravada em 1985 e sua execução foi determinante para a explosão da banda. A letra conta a história de um rapaz que recebe tudo de seus pais, com exagero: carinho, apoio moral, guitarra, carro, etc. Os pais acreditam piamente em tudo que o filho faz e acham muito bom que o filho “caia na farra”, “ande produzido”; se orgulham de ter um “filhinho tão bonito”, lhe dão muito dinheiro “para gastar com a mulherada”. Enfim, ele “não precisa mais de nada”. Mas, diz também que os pais não querem que ele seja “um cara normal” e vem, então, o refrão: “Não vai dar, assim não vai dar/ Como é que eu vou crescer sem ter com quem me revoltar / Não vai dar, assim não vai dar / Pra eu amadurecer sem ter com quem me rebelar. 
Sim. A queixa do poeta é verdadeira. É necessária uma boa quantidade de pequenas frustrações para que qualquer ser humano cresça na vida. Ele revolta-se e rebela-se contra os “nãos” que deveriam ter sido ditos para ele, o que faria dele uma “pessoa normal”. Saber dizer “não” é, segundo os especialistas, um dos aspectos importantes e saudáveis da educação de crianças e adolescentes.

As Efemérides do Rock Brasileiro: 10 de setembro

As Efemérides do Rock Brasileiro: 10 de setembro.

1987: Foi anunciado que Ana Maria Stinghen, mãe da então menor J.S., entraria na justiça para acusar Roger Moreira, do Ultraje à Rigor, de “crime de sedução”. O fato ocorreu após um show da banda em Chapecó (ES), em 1º de setembro de 1987. Segundo Roger, Ana Maria teria pedido um carro para retirar a acusação. Nada foi provado contra Roger. No disco Crescendo o Ultraje gravou a música “Santa Inocência” em que fala desse caso.

PUTA QUE PARIU BRASIL (TRADUÇÃO) – Ultraje a Rigor (letra)

PUTA QUE PARIU BRASIL (TRADUÇÃO) – Ultraje a Rigor (letra).

Puta Que Pariu Brasil

Hijo de puta Brasil

Brasil, meu coração Brasil, mi corazón
Pena que só tem ladrão Lástima que sólo ha ladrón
Mas tem a Seleção Pero el equipo ha
Nosso orgulho e paixão Nuestro orgullo y pasión
Se o resto da nação Si el resto de la nación
merecesse a mesma atenção merece la misma atención
Daí sim, daí sim Entonces sí, entonces sí
a gente ia ser campeão seríamos campeones
Puta que pariu, Brasil Mierda, Brasil
Onde é que a gente vai parar ¿Dónde vamos a parar
Puta que pariu, Brasil Mierda, Brasil
Quando é que a gente Cuando lo hacemos
vai começar se iniciará
Brasil, meu coração Brasil, mi corazón
Pena que só tem ladrão Lástima que sólo ha ladrón
Mas tem a Seleção Pero el equipo ha
Nessa ninguém mete a mão En que nadie pone la mano
(ou não) (O no)
Se o resto da nação Si el resto de la nación
merecesse a mesma atenção merecen la misma atención
Daí sim, daí sim Entonces sí, entonces sí
a gente ia ser campeão seríamos campeones
Puta que pariu, Brasil Mierda, Brasil
Onde é que agente vai parar ¿Dónde está el agente se detendrá
Puta que pariu, Brasil Mierda, Brasil
Quando é que a gente Cuando lo hacemos
vai começar se iniciará
Puta que pariu, Brasil(4x) Joder, Brasil (4x)
Brasil Brasil
Puta que pariu Demonios

Rock em Geral | Marcos Bragatto » Blog Archive » Ultraje a RigorO casamento perfeito entre rock e bom humor

Ao se referir ao boom do rock dos anos 80, geralmente a mídia cita nomes como Paralamas, Titãs e Legião Urbana, raramente aparece o Ultraje a Rigor. Mas quem pode esquecer a importância de um disco do naipe de “Nós Vamos Invadir a Sua Praia”, que, se escutado hoje, parece ser mais uma coletânea de grandes sucessos? E que banda, daquela época, nunca teve o nome associado a nenhum grupo estrangeiro, além de traçar retratos certeiros da juventude que se preparava para superar a ditadura militar e encarar um lento processo de abertura? O Ultraje conseguiu tudo isso, e ainda com o necessário humor intrínseco ao rock.

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Orgulho brasileiro esconde mal que nos torna “inútil” – Grafites – Notícias | A Tribuna – Exclusivo é o que você pensa

Um dos maiores clássicos do rock brasileiro, a música “Inútil”, do grupo Ultraje A Rigor, é a síntese de um período da história tupiniquim. Na sequência da década de 1970, quando a propaganda pintou um Brasil forte e soberano, o período seguinte, os anos 1980, foi o ápice do que, lá em 1950, o escritor Nelson Rodrigues chamou de ‘síndrome de vira-lata’. Roger Moreira, autor de ‘Inútil’, conta que, enquanto se banhava na Califórnia – morou em São Francisco no final dos anos 1970 –, começou a cantarolar “A gente não sabemos…”, e por aí se formou a letra.

‘Inútil’ enumera os erros mais comuns dos brasileiros: “a gente não sabemos escolher presidente”, “a gente não sabemos tomar conta da gente”, “a gente não sabemos nem escovar os dentes”, “tem gringo pensando que nóis é indigente”. A opção pelo erro de português é evidente licença poética para determinar as péssimas condições da educação em território nacional, do ensino básico ao Ensino Superior. Algo que só grandes compositores têm a capacidade de criar. Caetano Veloso, certa vez, disse que tentou captar o clima do Brasil em ‘Podres poderes’, mas ele próprio consentiu que a sua música ficou “bem mais fraquinha” do que “Inútil”. E ficou mesmo.

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