Ultraje a rigor – Jornal da Manhã

28 04 2015

Nestes últimos tempos temos sido surpreendidos com toda a sorte de notícias ruins, que apenas confirmam uma crise ética, maior que a crise política e econômica no Brasil.

Agora, depois de todo o final conturbado do ano de 2014 e também deste início de 2015, acirrado por processos políticos mal explicados, onde o cidadão comum teme por seus ganhos conquistados, achar que um simples balanço, torna os problemas gerados na maior empresa do país, “página virada” na história é ultraje a rigor.

Tão nefasto quanto este episódio, foi no dia anterior, um governador mineiro dar uma honraria da Medalha da Inconfidência a um elemento (usando aqui linguagem apropriada), que ao arrepio da lei, invade propriedades privadas, destrói pesquisas agrícolas, possui até um exército já convocado para inibir protestos legítimos e reivindicações pacíficas.

Não quero e não vou entrar pela seara política, discutindo mazelas de quaisquer dos lados, mas não posso deixar de observar o quão danoso para a dita Pátria Educadora este gesto representou, sendo novo ultraje a rigor.

Neste episódio, onde outros agraciados devolvem o que deveria ser uma honraria, onde se deseja comparar Stédile a um Tiradentes do Século XXI, a situação fica mais grave, pois se um se insubordinou contra os desmandos da coroa portuguesa, o outro atua para manter os desmandos da coroa no poder brasileiro.

Tenho escutado muita gente e lido artigos, onde sobressai a estranheza desta homenagem. Aqui mesmo vi o G9 e neste caso específico liderado pelo SRU do presidente Romeu Borges, indignado como classe produtora que sustenta o país, e Uberaba é um ícone de produção neste setor, quando estamos iniciando mais uma feira tradicional de Gado Zebu em nossa terra, saber que o elemento que leva intranquilidade ao campo, recebe do governador mineiro essa distinção.

No tempo em que presidi a ACIU, já falávamos em insubordinação no recolhimento de tributos, depósito em juízo para evitar multas e juros, mas nada que em 30 ou 60 dias, não levassem as autoridades a rever a relação. A única forma eficaz de demonstrar o descontentamento do setor produtivo do país é evitar o recolhimento dos tributos nas três esferas de poder. Ao sentir no bolso esse baque, talvez sejamos melhores ouvidos e menos ultrajados, por quem teoricamente nos comanda e que deveria dar o exemplo.

Vivemos um momento grave na história recente do país e creio que não são com afrontas desse nível, com homenagens a foras da lei, no que rezam as nossas atuais leis, que chegaremos a um bom termo e nível para a governabilidade do Brasil.

Finalizo este artigo, que acreditava nunca ter que escrever, motivado pela insensibilidade do governador e equipe, pedindo às nossas lideranças classistas e empresariais, que rebatam essa desconsideração, não apenas com notas de repúdio e cartas ao governador, legítimas e necessárias, mas com a avaliação correta para o início de um processo de não recolhimento de tributos. Este seria nosso verdadeiro ultraje a rigor para eles, com 95% no mínimo de aprovação pela sociedade.

…”A gente não sabemos escolher presidente… Inútil, a gente somos inútil”

 

Karim Abud Mauad

karim.mauad@gmail.com

via Ultraje a rigor – Jornal da Manhã.





Estúdios chamam famosos para dublar games e são alvo até abaixo-assinado – 27/04/2015 – Tec – Folha de S.Paulo

27 04 2015

Estúdios chamam famosos para dublar games e são alvo até abaixo-assinado – 27/04/2015 – Tec – Folha de S.Paulo.

Abaixo, a entrevista completa que cedi à Folha, da qual foram aproveitadas apenas duas frases.

Roger, tudo certo? Tô enviando as perguntas sobre sua dublagem no último Battlefield abaixo, como combinado pelo Twitter.
Algumas delas tocam na polêmica das críticas a seu trabalho, então seria legal ter seu ponto de vista sobre isso. Mas, se você preferir não responder, beleza.
Sei que você deve ter uma agenda corrida, mas, se você conseguir respondê-las até amanhã de manhã, seria ótimo. Meu deadline é nesta sexta mesmo.
  • Como rolou o convite para você dublar o Mendonza no Battlefield Hardline?
  • O nome dele é Mendoza, não Mendonza. E vc é um “expert” em games, teoricamente. Esse é um dos motivos de minha irritação com a reação de parte dos gamers: normalmente são apenas crianças que jogam videogame, nenhum conhecimento teórico de porra nenhuma mas cheios de razão para julgar aquilo que não conhecem. Voltando à pergunta, não sei como rolou o convite. Meu escritório me ligou perguntando se eu queria fazer e eu disse que sim.
  • Você costumava jogar os games da série ou outros jogos de tiro?
  • Sim, mas já faz um tempo. Comecei com castelo Wolfenstein e fui até o Call of Duty.
  • Como você se identifica com o Nick Mendonza? O que ele tem de parecido contigo?
  • Não sei . Somos latinos. Acho que é tudo.
  • Essa foi sua primeira experiência de dublagem em games? Como você a avaliaria? Faria outra vez?
  • Sim. Acho que fiz muito bem a tarefa. É importante que esses chupetas saibam que fui convidado e fui dirigido, além de avaliado pela própria EA nos EUA, que recebia a gravação e pedia correção de eventuais falhas de interpretação. Eu nunca vi nenhuma imagem enquanto dublava, tínhamos apenas o som e a referência da frase em inglês. Às vezes, nem essa referência. Por vezes a frase tinha que caber no mesmo tempo da frase original, às vezes não. Muitas vezes tínhamos que adivinhar (eu e o diretor) a quê a frase se referia, pois nenhuma anotação ou referência existia. Essas frases também não vinham na ordem certa. De forma que fiz exatamente o que deveria ter feito e muito bem. Faria outra vez, mas não pelo que recebi. Se soubesse que haveria tanto pentelho de 13 anos de idade, cronológica ou mental, me enchendo o saco, teria cobrado mais.
  • Sua dublagem não foi bem recebida por alguns jogadores, que te criticaram pela qualidade e por ter “roubado” o lugar de um profissional. Como você responde a essas críticas?
  • Cretinice. Tinha gente me malhando antes da dublagem sair. Criticavam por inveja ou por serem “de esquerda”. Esquerda caviar, claro, já que jogos e suas plataformas são produto do bom e velho capitalismo. Quanto a “roubar” o lugar de um profissional, não roubei nada nem fui me oferecer, fui convidado. Por acaso dubladores que cantam estão roubando o lugar de um músico?
  • No Twitter, em resposta a um internauta, você disse preferir o jogo em inglês e usou o termo “burro”. Você estava se referindo às pessoas que jogam em português?
  • Estava apenas chamando um único cara de burro. Mas a ignorância hoje em dia é tanta que qualquer frase é motivo de polêmica. Claro que nem todo mundo é obrigado a saber inglês. Mas que é uma vantagem é, ainda mais para quem consome produtos importados.
  • Por último, você poderia me explicar brevemente a “interação” que você teve com o Guilherme Briggs por causa disso?
  • Guilherme Briggs, que eu não sabia quem era, me tuitou dizendo que eu deveria aceitar as críticas. Respondi que não eram críticas e que os consumidores não aceitaram a dublagem “de boa”.  Respondi algo como “ah, tá, da mesma forma que estão aceitando a dublagem”. E disse “get a job”, por não saber quem ele era. Deveria ter dito “get a life”. Mas, de qualquer forma, um outro cara entrou na conversa e eu xinguei esse outro. Guilherme então, da mesma maneira canalha que pegam uma frase minha e generalizam para conseguir audiência, retirou o nome desse outro do tuíte antes de retuitar, para parecer que o xingamento era pra ele. Puxa, quanta necessidade de atenção! Quanta insegurança!




Ultraje a Rigor se apresenta na Virada Cultural Paulista em Marília | Catraca Livre

24 04 2015

Ultraje a Rigor se apresenta na Virada Cultural Paulista em Marília | Catraca Livre.





Corinthians faz torcida do São Paulo vaiar hino do próprio clube do Morumbi – Futebol – iG

24 04 2015

Corinthians faz torcida do São Paulo vaiar hino do próprio clube do Morumbi – Futebol – iG.

São Paulo preparou uma festa com muito rock and roll antes da partida decisiva contra o Corinthians na rodada final da fase de grupos da Libertadores. Convidou alguns músicos são-paulinos como Andreas Kisser, do Sepultura, Nasi, do Ira!, e Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, para tocarem uma versão “heavy metal” do hino do clube do Morumbi.





Série sobre André Midani traça panorama da MPB – 10/03/2015 – Ilustrada – Folha de S.Paulo

15 04 2015

Midani lembra que a gravadora Phonogram passava por uma grande crise nos anos 1980 e não tinha dinheiro para gravar artistas conhecidos. Ele foi então às ruas buscar “gente barata” e encontrou, assim, os Titãs e o Ultraje a Rigor.

via Série sobre André Midani traça panorama da MPB – 10/03/2015 – Ilustrada – Folha de S.Paulo.





Chapa Quente: abertura da série da Globo; veja – YouTube

14 04 2015

via Chapa Quente: abertura da série da Globo; veja – YouTube.





Seu Jorge: “Rock não é um gênero pro negro” – Andre Barcinski – R7

13 04 2015

Sabe qual o LP de rock nacional mais bem colocado na parada do Nopem desde 1965? “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, do Ultraje a Rigor, terceiro colocado no ranking de vendas de 1986, atrás de Roberto Carlos e Madonna (“Like a Virgin”). E sabe quais os compactos mais vendidos daquele ano? “Prenda o Tadeu”, de Maria Alcina, e “Dona”, do Roupa Nova.

via Seu Jorge: “Rock não é um gênero pro negro” – Andre Barcinski – R7.